Gosto de memórias e histórias familiares. Mas creio que o retorno ao passado não deve recair no saudosismo, como se naquele tempo a vida fosse melhor ou pior do que as condições atuais. Essa reflexão é apenas uma oportunidade para ampliar ou ressignificar crenças, escolhas e atitudes disfuncionais. O melhor caminho talvez seja mesmo relembrar para, quem sabe, melhorar a vida, sempre com os pés do chão atual. Nem toda pessoa gosta de relembrar memórias mais distantes, sejam elas familiares ou da vida em geral. O que é plenamente compreensível porque esse retorno pode trazer sentimentos prazerosos como também eventuais traumas e dores que são condições essencialmente humanas. Entender a nossa história envolve o desafio de articular cenas pontuais do passado com as condições atuais do nosso inconsciente individual e coletivo. Essa experiência pode ressignificar e fortalecer nossos afetos e emoções para uma vida melhor.