Luiz Carlos Pais
Tudo vale a pena se a alma não é pequena. (Fernando Pessoa)
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Textos
Relato de experiência em psicologia

Ana Paula Taveira1
Johnny Alexandre dos Anjos
Lettícia Diniz Tomazato
Luiz Carlos Pais2
Mônica Rondon Pereira Saigali
Sara Amaral Pedro
Simone Silveira Cougo3

Centro Universitário Estácio de Campo Grande
1 Psicóloga do CAPSIII Vila Almeida  2 Discente do curso de Psicologia do Centro Universitário Estácio de Campo Grande 3 Professora no Centro Universitário Estácio de Campo Grande

Resumo: Este artigo tem o objetivo de compartilhar a experiência vivenciada por um grupo de estudantes de um curso de Graduação em Psicologia decorrente a oportunidade de realizar estágio supervisionado em um Centro de Atenção Psicossocial da cidade de Campo Grande (MS). O referencial teórico adotado na realização do estágio são conceitos e princípios teorizados por Paulo Amarante, que vivenciou os momentos iniciais da Reforma Psiquiátrica no Brasil, assim como Foucault e orientações formalizadas por meio das referências técnicas propostas pelo Conselho Federal de Psicologia. O enfoque metodológico utilizado na realização do estágio está baseado na relação dialógica de uma equipe multidisciplinar, da qual participam psicólogos, médicos, enfermeiros, farmacêuticos e assistentes sociais. Outra prática metodológica consiste na descrição fenomenológica de todas as vivências realizadas no âmbito da unidade. A experiência permite sintetizar alguns aspectos que parecem ser os mais importantes para a formação acadêmica voltada para a saúde mental e atenção psicossocial. Trata-se de desmistificar em nossa própria consciência acadêmica as ideias preconcebidas que trazemos sobre sofrimento mental graves; a superação desses preconceitos passa necessariamente pela vivência no acolhimento psicológico vivenciado na unidade onde o estágio está sendo realizado; aprender as primeiras práticas do trabalho multiprofissional no âmbito do atendimento psicológico é um ganho sem precedentes em nossa formação teórica. Finalmente, a experiência nos leva a reforçar o quanto é necessário compreender a dimensão do sofrimento produzido nas múltiplas relações e determinações relativas a cada caso, mantendo uma postura crítica ao discurso que reduz experiências humanas e processos complexos à psicopatologia.
Palavras-chaves: Saúde Metal, Atenção Psicossocial, Acolhimento, Psicologia Social e Comunitária.
1. Considerações iniciais
Este artigo registra a significativa experiência de formação acadêmica que os autores estão vivenciando em estágio supervisionado realizado em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS-III Vila Almeida), como estudantes de Psicologia do Centro Universitário Estácio de Campo Grande (CUECG), na referida cidade.  A supervisão técnica é realizada pela professora Simone Silveira Cougo, do corpo docente da referida instituição de ensino superior, assim como pela professora Ana Paula Taveira, psicóloga servidora da Secretaria de Saúde do Município, lotada no CAPS III Vila Almeida.
O estágio está sendo realizado no primeiro semestre do corrente ano de 2026, por uma equipe de cinco estudantes, incluindo experiência acumulada em estágio realizado na mesma unidade de saúde mental e atenção psicossocial. Essa unidade funciona 24 horas por dia e está situada à Rua Marechal Hermes, 854, região central da cidade. As atividades são realizadas pela equipe acadêmica às segundas-feiras, das 7:00 às 11:00 horas, sendo que a supervisão teórica acontecem no mesmo dia na parte da tarde, nas dependências do Serviço Escola de Psicologia do CUECG.

2. Fundamentação teórica
A fundamentação teórica adotada para estudar o sofrimento mental no CAPS, com as quais tivemos a oportunidade de interagir, envolve conceitos da Saúde Mental e Atenção Psicossocial, definidos por diferentes pesquisadores que compartilham das ideias de Amarante (2007), assim como as indicações das Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Essa abordagem está empenhada em ressignificar as antigas práticas psiquiátricas, incluindo os ideais lançados há mais de três décadas no âmbito do início da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Em vista a sua importância na formação de psicólogos para a Rede de Atenção Psicossocial, o currículo do curso oferecido no CUECG é contemplado com duas disciplinas que contemplam as especificidades desse atendimento, que são: Intervenções do Psicólogo na Comunidade e Saúde Mental e Atenção Psicossocial.
É relevante compreendermos o modo como ocorreu a institucionalização da loucura, percebendo os elementos existentes nessa linha do tempo que nos conduziram até o momento atual, para que assim seja possível compreender o caminho inverso: a desinstitucionalização da loucura, das pessoas, e dos modos de fazer cuidado (CFP, 2022).
Desde os tempos de Philippe Pinel (1745 - 1826), conforme entendemos na leitura de Amarante (2007), teve início a disseminação da nebulosa noção de  alienismo mental, um dos principais pilares de funcionamento dos antigos manicômios. Conceito esse cunhado para designar que as pessoas com sofrimento mental eram seres desprovidos da condição de racionalidade intelectual e que por esse motivo deveria ser apartadas do convívio social. O clima intelectual do final do século XVIII era o iluminismo no qual nasceu uma nova expressão, o alienismo mental, que passou a orientar as práticas do alienista, médico com supostos saberes “verdadeiros” para exercer a psiquiatria.
Ao acompanhar a história de longa duração dos antigos manicômios ou hospital de alienados, desde o início, havia vozes dissonantes. Não existe tese que reine eternamente, a dialética ensina que vem junto um germe da antítese que confrontará dando origem a uma síntese temporária. Esse espírito intelectual é chamado de Zeitgeist. Esse é um  conceito usado por Le Goff (2013) e por outros autores que seguem a mesma linha. O termo tem origem alemã e significa “espírito da época”, referindo-se a um conjunto de ideias, valores, crenças, comportamentos e tendências que predominam na sociedade. O Zeitgeist tem o poder de direcionar ciências, filosofias, artes, marketing, entre outros conhecimentos de uma determinada época. É oportuno afirmar que o Zeitgeist na atualidade envolve o auge do capitalismo e o desenvolvimento tecnológico, associados à globalização e ao consumismo que favorecem a constituição de um ser mais individualizado (MENDES & SILVA, 2014). Devemos estar atentos para as novas formas de sofrimento mental da atualidade, tal como o cancelamento e outras formas de exclusão de pessoas, através das redes sociais e de outros mini dispositivos de vigilância social digitalizada.
As propostas de Pinel foram aceitas, primeiramente, pelos protagonistas da Revolução Francesa (RF), em 1789, sob a bandeira da igualdade, fraternidade, liberdade. Três noções que de forma alguma poderia sustentar a institucionalização da loucura e as práticas psiquiátricas que prevaleceriam por quase dois séculos a partir do início do século XIX. Apenas quatro anos após a RF, Pinel foi nomeado diretor do Hospital Bicêtre e depois, do Hospital Salpêtrière. Duas unidades associadas ao Hospital Geral de Paris, criado em 1656, pelo Rei Luis XIV da França, para servir de local de confinamento para pessoas segregadas da sociedade, incluindo loucos, vagabundos, criminosos, beberrões e desviantes sociais. Em outros termos, faz-se necessário observar que cerca de 130 anos se passaram entre a fundação do Hospital Geral, até a criação dos primeiros hospitais psiquiátricos franceses, que serviriam de modelos para outros países.
Assim nasceu a prática do isolamento e segregação dos loucos que até meados do século XVII viviam livres na cidade, enfrentando as adversidades de cada momento. Desse modo, o gesto de Pinel de libertar os loucos das correntes que os prendiam nos porões do hospício, é profundamente paradoxal. Como pode ser alguém ser libertado de uma corrente de ferro e, ao mesmo tempo, ser confinado em uma outra corrente de exclusão social, segregação e preconceito com a institucionalização da doença mental que passou a ser objeto do alienista. Essa foi a institucionalização da loucura, a partir de então passou a funcionar uma ampla rede de dispositivos. Tendo em vista a importância desse termo conceitual, o qual compõe nosso referencial teórico, no parágrafo abaixo, destacaremos alguns aspectos desse conceito.
Três décadas após a inauguração do Hospício de Pedro II, do Rio Janeiro, quando o Segundo Reinado já estava em decadência, o escritor Machado de Assis publicou o romance O Alienista, crítica social sobre os descaminhos de um jovem médico alienista chamado Bacamarte, numa cidade do interior do Brasil. Mas, atenção interior aqui não tem significado geográfico e sim existencial, dentro de cada pessoa, alertou o Machado. Com seus conhecimentos médicos, supostamente neutros, começou a construir um grande hospício, que não teria função alguma porque até então os loucos viviam soltos. Não tendo ninguém para ser lá internado, o médico começou a prescrever a internação dos seus desafetos. Assim o hospital foi ficando com superlotação, onde já estavam o padre, o delegado, o prefeito, o grande comerciante, até que quase todos os moradores ficaram presos dentro da icônica Casa Verde, símbolo de falsa esperança para combater o alienismo mental no nosso interior (BATISTA, 2014).
Dispositivo é um conceito cunhado por Michel Foucault para designar um conjunto articulado de discursos e recursos criados por uma rede de instituições que se unem para o exercício compartilhado do poder. No caso da história da loucura, Foucault (2003) evidencia que o discurso de que os loucos eram seres desprovidos das luzes da razão passou a ser ecoado por políticos, médicos, religiosos, policiais e por parte da sociedade, para que pudessem excluir o louco do convívio social. Desse modo, ao aplicar o conceito de dispositivo no contexto da reforma psiquiátrica no Brasil, é importante estar atento ao discurso compartilhado por uma rede de instituições que pretenderam isolar em um hospício para que eles ficassem fora da suposta ordem da cidade. De acordo com Foucault, um dispositivo é formado por discursos, leis, projetos arquitetônicos, crenças, práticas religiosas, medidas administrativas, enunciados científicos, entre outros elementos que dependem do território de atuação das instituições envolvidas. O conceito aparece cerca de duas décadas após a ideia ter sido formalizada pelo autor, ideia essa que assume grande importância para o entendimento do funcionamento subterrâneos das instituições disciplinadoras (FOUCAULT, 2003).
Passados mais de dois séculos da criação dos primeiros hospícios de alienados, mesmo com o avanço resultante da reforma psiquiátrica ainda perduram preconceitos e atos de segregação contra as pessoas com algum sofrimento mental. Está em curso mudanças conceituais importantes para ressignificar antigas práticas biomédicas que ainda perduram em diferentes espaços sociais. É com essa compreensão que nos levados a vivenciar a experiência proporcionada pelo estágio realizado no CAPS III da Vila Almeida.
A perspectiva teorizada por Amarante (2007) leva-nos assumir uma posição crítica das contradições e violências que perduraram por quase dois séculos nos antigos hospícios. Ao utilizar essa perspectiva somos levados a indagar "Como tão pouco saber pode gerar tanto poder?” Direção essa que deverá orientar o nosso olhar acadêmico e nossa prática profissional para entender o entrelaçado esquema de poder de instituições que sustentaram o funcionamento dos antigos hospitais psiquiátricos e ainda povoam o imaginário preconceituoso de setores da sociedade. É com base nesse pressuposto que o autor indaga: “Que estranha instituição seria essa que sequestrava e aprisionava aqueles aos quais pretendia libertar?” É com essa indignação que, hoje, somos levados a questionar as dificuldades enfrentadas no cotidiano do CAPS, cuja equipe se desdobra para atender milhares de usuários mensalmente.


3. Procedimentos metodológicos
Todas as atividades realizadas no transcorrer do estágio, no momento dedicado à supervisão, são descritas e comentadas com a intenção de melhor entender a realidade vivenciada dos usuários dos CAPS e de outras unidades da Rede de Atenção Psicossocial. Destaca-se o enfoque metodológico interdisciplinar, no qual a equipe procura localizar a realidade vivenciada no estágio com os fatores indicados no referência teórico adotado. As atividades realizadas têm a finalidade de proporcionar aos estagiários a vivência de práticas de natureza interdisciplinar, através das quis somos levados a dialogar e trabalhar com outros profissionais da equipe de atendimento ao CAPS.

Desde o início da Reforma Psiquiátrica no Brasil, conforme Amarante (2007) o modelo concebido para atender a proposta dos CAPS previu a atuação de uma equipe multiprofissional para atender as demandas dos usuários da rede de serviços prestados à saúde mental e atenção psicossocial. Essa equipe é composta por profissionais de psicologia, medicina, farmácia, enfermagem, assistência social, terapia ocupacional, pedagogia, entre outras disciplinas com potencialidade humana e existencial para acolher os usuários dos CAPS, que geralmente se apresentam com algum tipo de sofrimento mental ou alterações emocionais que requerem um acolhimento realizado pela equipe de profissionais da unidade. O serviço realizado pelos psicólogos da equipe tem por objeto um olhar holístico dos processos psicológicos, pois as pessoas acolhidas podem trazer algum tipo de alterações afetivas, comportamentais, cognitivos, perceptivos, entre outros.

O enfoque previsto no âmbito desses espaços consiste em práticas de promoção da saúde mental e atenção psicossocial com o caráter preventivo, terapêutico ou de reabilitação. Essas práticas são conduzidas com bases na valorização de princípios humanistas e existenciais, em respeito à liberdade, dignidade, integralidade, entre outros valores empenhados em ressignificar os antigos modelos de atendimento às pessoas com algum tipo de sofrimento mental ou prejuízo em sua funcionalidade social.  Essas condições devem ser investigadas na história de vida da pessoa, suas origens e experiências anteriores. A finalidade principal do acolhimento psicológico realizado no transcorrer do estágio é desenvolver nossas habilidades em práticas de promoção da saúde mental e atenção psicossocial, sejam de caráter preventivo, terapêutico ou de reabilitação.

4. Elementos de síntese
A partir da experiência vivenciada no estágio realizado no CAPS somos levados a destacar alguns dos aspectos que consideramos ser os mais relevantes para a nossa formação acadêm
4.1 Acolhimento
O acolhimento, além de representar uma das diretrizes de maior relevância na Política de Humanização, pode ser entendido como o primeiro contato da psicóloga e do psicólogo, como membros da equipe de saúde mental, com aquele que procura um serviço orientado para funcionar com as portas abertas (CFP, 2022).
No contexto dos serviços disponibilizados no CAPS às pessoas com sofrimento mental, o acolhimento refere-se à escuta atenta, ativa e humanizada das pessoas que se apresentam com algum sofrimento mental. Após passar pela recepção, o usuário é encaminhado a uma das salas de atendimento, onde a pessoa poderá ser atendida por um profissional de enfermagem, farmácia, medicina, assistência social ou psicologia. Nossa participação nesse serviço de acolhimento consiste em compor a equipe da unidade, dependendo do caso. Muitas vezes, o estagiário vivencia experiência de se dirigir à sala de espera para chamar a pessoa a ser atendida. Por mais simples que essa atividade possa parecer, entendemos é que uma oportunidade de aprender a observação geral dos usuários atendidos na unidade. Durante os primeiros acolhimentos que participamos, os estagiários apenas observavam, com o consentimento da pessoa atendida, a forma como a psicóloga conduz o acolhimento. Depois de aproximadamente um mês, temos a oportunidade de conduzir o acolhimento com a contribuição direta e na presença da psicóloga.
4.2 Histórico pessoal e social dos usuários
Após conferir o nome da pessoa atendida com os dados contidos em uma ficha disponibilizada no sistema informatizado, a psicóloga indaga pelos motivos que levou aquele pessoa a procurar o CAPS naquele dia. A ideia inicial é deixar a pessoa falar sobre seu possível sofrimento mental, incluindo suas atividades profissionais, se está ou não utilizando algum medicamento, quais os medicamentos está sendo utilizado, quem prescreveu esses medicamentos, tem se sentido melhor ou sente que o estado agravou nos últimos dias. Outras questões são de interesse para o acolhimento sobre experiência de luto ou outros sofrimentos intensos, fatores estressantes, medo e ansiedade.
Pode-se dizer que as(os) psicólogas(os), à medida que compreendem a dimensão do sofrimento produzido nas múltiplas relações e determinações relativas a cada caso, têm como desafio a possibilidade de construir a crítica ao discurso que reduz experiências humanas e processos complexos à psicopatologia (CFP, 2022).
4.3 Sofrimento mental grave
Durante o acolhimento e a entrevista inicial com o usuário, a abordagem social e humanista prioriza a sinalização de um possível sofrimento mental grave. Nesse sentido, há interesse em perguntar se a pessoa tem dificuldades de relacionamento com outras pessoas. Essas perguntas são feitas para a pessoa e dão origem a respostas que a psicóloga anota em ficha informatizada. Após levantar informações gerais sobre a história de vida da pessoa, focalizando na parte clínica, a profissional indaga se a pessoa está ouvindo vozes, tendo visões, se tem pensamentos fixos e repetitivos, quais são esses pensamentos, se pensa na morte de outras pessoas, na sua própria morte, já se pensou em se matar, atualmente tem essa ideia, planejou alguma tentativa de suicídio. A partir dos diferentes casos que tivemos a oportunidade de acompanhar ou dirigir, realizamos estudos em grupo, tanto no local de estágio, como no espaço reservado à supervisão realizada no Serviço Escola de Psicologia. A descrição e estudo desses casos constitui a próxima parte deste relatório, abaixo descrita.
4.4 Oficinas
Desse modo, diferentes ações foram realizadas durante a prática do Estágio Supervisionado Específico no âmbito da saúde mental e atenção psicossocial. Tivemos a oportunidade de observar a realização da oficina terapêutica de canto, da qual participaram seis mulheres usuárias do caps, sob a coordenação da psicóloga. Quanto à importância das oficinas terapêuticas cumpre lembrar o pioneirismo do trabalho da psiquiatra brasileira Nise da Silveira, em meados do século XX, quando essa proposta teve início do Brasil. O objetivo da oficina é proporcionar ao usuário a oportunidade de ser protagonista de sua subjetividade individual e social, através de diferentes atividades realizadas em grupo que podem ser de jardinagem, arte, artesanato, canto, histórias de vida, passeios organizados, entre vários outros tipos. O estágio nos permitiu vivenciar a experiência de redigir um projeto de oficina terapêutica.

Considerações Finais

As atividades realizadas no estágio no CAPS, assim como a proximidade com a realidade social dos usuários da rede nacional de atenção psicossocial leva-nos a compreender o quanto é imprescindível manter os princípios da Reforma Psiquiátrica no Brasil. Trata-se de reconhecer o avanço considerável que foi conquistado em relação aos antigos modelos e aprimorar os aspectos que ainda necessitam de melhorias. A experiência de estágio nos CAPS tem permitido vivenciar a experiência de redigir e executar um projeto de oficina terapêutica.

Referências

AMARANTE, P. Saúde Mental e Atenção Psicossocial. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz, 2007.
BATISTA, Micheline. Breve história da loucura, movimentos de contestação e reforma psiquiátrica na Itália, na França e no Brasil. Política & Trabalho - Revista de Ciências Sociais. 1. 391-404, 2014.
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). Referências técnicas para atuação de psicólogas (os) no CAPS — Centro de Atenção Psicossocial / Conselho Federal de Psicologia, Conselhos Regionais de Psicologia, Centro de Referência Técnica em Psicologia e Políticas Públicas – ed. rev. — Brasília: CFP, 2O22.
FOUCAULT, M. A história da loucura na idade clássica. São Paulo: Perspectiva, 2003.
LE GOFF, Jacques. Memória e História e Memória. Campinas: Editora Unicamp, 2013.
MENDES, JÉSSICA PAULA SILVA; SILVA, RAFAEL BIANCHI. O Zeitgeist contemporâneo e o individualismo: uma compreensão existencial. POLÊM!CA, [S. l.], v. 13, n. 4, p. 1547–1564, 2014. DOI: 10.12957/polemica. 2014. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/polemica/article/view/13198. Acesso em: 30/04/2026.


Luiz Carlos Pais e Ana Paula Taveira Johnny Alexandre dos Anjos Lettícia Diniz Tomazato Mônica Rondon Pereira Saigali Sara Amaral Pedro Simone Silveira Cougo
Enviado por Luiz Carlos Pais em 20/05/2026
Alterado em 21/06/2026
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